Brasileiro é idiota ou o que?

O que é que está havendo com as pessoas que pensam neste país?

Hoje o IBGE diz que os miseráveis no Brasil são 16 milhoes. Miserável é quem ganha menos de 70 reais por mês. Acontece que em 2009, pelo mesmo IBGE, eles eram 10 milhões. E o governo só tem aumentado o bolsa-família desde então. Levando-se em conta o crescimento do Brasil e o baixo desemprego, de onde vieram esses 6 milhões de miseráveis? Se for verdade, onde está a indignação das pessoas pelo empobrecimento acelerado da população? E Dilma ainda vem dizer que vai conseguir erradicar a pobreza até 2014? Como?!? Fazendo mais do mesmo? NÃO TÁ FUNCIONANDO!!!
Conseguimos a façanha de gastar menos hoje em qualificação de mão de obra do que gastávamos em 2002. BEM menos…

E o PAC continua a piada feita pra angariar votos dos ignorantes e dos que preferem não ver para poderem dormir tranquilos porque o governo está cuidando do povo. Tem trabalho em condições precárias, poucas obras concluídas, uns erros de planejamento que só com muito boa vontade não são considerados mentiras eleitoreiras. Todos os gargalos brasileiros de infra estrutura ainda estão intactos, sem contar que o incentivo irresponsável dado a indústria automobilística está fazendo a Petrobras importar gasolina pela segunda vez no ano. Mas o importante era fortalecer as montadoras e de quebra tentar reviver os anos dourados do ABC paulista. Um equívoco estratégico do tamanho da miopia deste governo. O BNDES, que capta dinheiro desenfreadamente aumentando em muito o endividamento nacional, empresta para grandes empresas, deixando os pequenos empresários chupando o dedo. Em 2010, foram 150 bilhoes de reais captados dos quais as pequenas empresas não viram nem a sombra. Este financiamento de compadres favorece a troca de favores entre governo e corporações, recompensados na época da campanha e sabe-se lá mais como.

É muita safadeza e promessa pra boi dormir. Sabe o Min. da Pesca? Aquele que não serve pra absolutamente nada? 60% de seu pessoal é contratado sem concurso. A pelegada tá toda lá, de certo estudando maneiras de pescar algum cargo público melhor. Tudo sob o comando de Ideli Salvati, que se já pescou um baiacu na vida toda foi muito.

O Brasil vive uma crise aeroportuária, uma crise de segurança, uma crise política, uma crise fiscal, uma bomba relógio previdenciária e o governo? Bem, o governo não tem NENHUMA proposta de reforma. Eu disse ZERO, NADA, RIEN!! É um deserto de idéias, um bando de gente incompetente forrando suas contas bancárias. O país é um barco a deriva.

E, pra variar, 40 milhões de brasileiros esperam alguém que os possa representar…

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Senhor, perdão porque privatizei.

Dona Dilma (o Dona é só pra provocar quem diz que eu sou machista…rs) vai privatizar os aeroportos. E vai privatizar porque, como precisam que as obras para a Copa de Mundo e Olimpíadas saiam de forma rápida e eficiente, precisam da iniciativa privada. Então ficamos assim: onde é preciso eficiência privatiza-se. Onde dá pra ser ineficiente, inepto e caro, estatiza-se. E aí petistas, show de coerência hein?

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Casamento Real

Ok, os dois pombinhos casaram-se. E daí? Bom, se você não é súdito da rainha, daí nada! É problema deles lá. E, pelo lucro que deve gerar com turismo (quem é que quando vai pra Londres não visita o palácio, vê a troca de guarda, etc?) parece ter sido um excelente negócio. Isso sem contar no simbolismo, na representação da nacionalidade acima de partidos políticos. A monarquia é bem barata, se comparada ao custo que nós brasileiros pagamos com nosso chefe de estado. Sem contar os desvios, frequentes por aqui, que quando fazem sumir alguns milhões de reais apenas passam até despercebidos. Pagariam alguns casamentos reais…

Claro que você pode até discordar disso tudo. Mas quem não gosta ignora. Eu, que nem gosto nem desgosto, ignorei pois tinha coisa melhor pra fazer. Quem fica comentando raivosamente o casamento da família real de um outro país, que não afeta em nada a vida de 99.999% das pessoas do planeta, tem um caso mal resolvido com o evento. Aliás, se a maioria dos britânicos gosta de sua família real, um conselho pra quem não é britânico: keep quiet…

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Sobre trapaças…

Desonestidade intelectual?

Desonestidade intelectual é a arte de defender uma tese, seja qual for, e de antemão advertir que as críticas que virão estão comprometidas com alguma espécie de vício de caráter fundamental. Preparar seu público para desprezar seu antagônico: eis um dos mais baixos golpes possíveis.

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Sobre lideranças…

O novilho dorme tranquilo ao escutar de sua mãe vaca o quanto o rebanho fez a história do país. O boiadeiro acha graça…

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Um pouco sobre hortas…

Se puder faça uma horta. Há coisas que uma horta ensina a quem se dedica a uma. A primeira lição é a horta em si. É preciso uma inclinação pelo inexplicável quando decidimos fazer em meses o que uma simples ida ao mercado nos dá em duas horas. Mas existem outras lições:

- Aprendi que, mesmo que aparentemente parado, tudo muda em poucas semanas.

- Aprendi que a atenção que faz a diferença está nos detalhes.

-Aprendi que não importa a beleza do seu discurso se voce não regar na medida certa.

-Aprendi que passar o tempo tentando agradar uma coisa muito pequena e insignificante nos coloca no nosso devido lugar.

-Aprendi que por mais que planejemos, algo sai diferente. Lidar com os imprevistos é o divertido.

Por agora acrescento que o silêncio que vem dessas pequenas fabriquinhas, que nos dão gratuitamente algo de bom, me deixam marcas profundas na alma.

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Fotografia

Esses dias um amigo de infância perguntou-me, após ver uma foto minha postada no Facebook, se eu andava nessa onda de fotografia também. Respondi a ele que já tive uma época de tirar foto de tudo mas que agora tinha deixado a câmera de lado. Não pude evitar, no entanto, tentar entender o porquê de, afinal, ter abandonado este hábito. Sem falsa modéstia, eu não era nada ruim. A explicação que encontrei é um pouco complexa mas lá vai…

Eu começei a tirar fotos com uma máquina que minha mãe trouxe do Japão, de filme mesmo, lá pelos idos de 1993. Gastei uns bons tostões com revelações desastradas, um curso, muitas “experiências”. Mas, esse valor real,  financeiro, bem relevante para minha realidade de estudante dependente de mesada, me fez valorizar muito cada clique. Com o passar do tempo, a coisa agravou-se: comecei a entender que uma pose, uma paisagem, não me atraía tanto quanto o momento. O momento é tudo. A expressão não calculada, o riso espontâneo, o evento único, isso é que me interessava. E como não vivia de fotografia, todos esses anos colecionei as fotos de momentos importantes da minha própria vida que, de alguma forma, expressam algo que em mim acontecia.  Portanto minhas fotos são minhas filhas, são uma expressão do que sou, do que acredito, do que fui. Fico bem incomodado quando sinto meus frames comparados com um por do sol bacana, ou uma foto “photoshopada”. Me dá urticária! Coisa tola por certo. Excesso de apego talvez. Não, nem todas são lindas e nem tecnicamente razoáveis. Mas cada defeito é meu e eu gosto deles. Minhas fotos são minhas telas. Faz tempo que não sinto vontade de fotografar meus quadros. Quem sabe um dia…

Um momento, algo que vi e que se foi. Não volta mais...

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